Francisco Vasconcellos participou da reunião
O andamento da Taxonomia Sustentável Brasileira e os obstáculos ao acesso a financiamentos verdes para a construção foram alguns dos temas da reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), conduzida pelo vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade daquela entidade, Nilson Sarti, com a participação de Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente do SindusCon-SP, na sede do sindicato, em 5 de agosto.
Francisco Vasconcellos apresentou a Plataforma de Construção Sustentável do SindusCon-SP, que contém as calculadoras CECarbon e CEHídrica, o Guia Interativo de Eficiência Energética em Edificações e a Plataforma Normalização para Eficiência em Edificações. Ele convidou os representantes dos sindicatos presentes que ainda não firmaram parcerias com o SindusCon-SP para incentivar o uso das ferramentas CECarbon e CEHídrica, a fazê-lo.
Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comasp (Comitê de Meio Ambiente) do SindusCon-SP e representante titular da CBIC no Comitê Consultivo da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), fez uma apresentação sobre este tema. Na atual fase, de testagem dos critérios de elegibilidade para acesso à créditos verdes, definidos pela TSB, as construtoras MRV, Cury e Mitre estão participando do Grupo de Trabalho Climático, pelo setor da construção. Os critérios de mitigação para o setor foram definidos, como a descarbonização, bem como os critérios de adaptação às mudanças climáticas, tais como melhorias na resiliência dos edifícios, eficiência energética, conservação de água e legalidade na cadeia de fornecimento.
Lilian destacou os resultados dos indicadores da CECarbon, mostrando os bons dados de emissões das edificações brasileiras, e o potencial de aferição da pegada hídrica proporcionado pela CEHídrica. Na sequência, José Esteves, da MRV, e Ana Luiz Fraga, da Cury, relataram o andamento da participação de suas empresas na fase de testagem da Taxonomia.
Recursos financeiros verdes
Diogo Castro e Silva, consultor da CMA/CBIC, discorreu sobre Finanças Sustentáveis: O Novo Capital para a Construção Brasileira. Segundo ele, o setor da construção toma menos de 5% dos recursos financeiros destinados à sustentabilidade que chegam no Brasil. Preconizou que as certificações conquistadas pelas incorporadoras/construtoras sejam transformadas em indicadores na avaliação de rating pelos bancos, para a concessão de crédito. Para ter facilidade no acesso ao crédito, as empresas precisam comprovar feitos tais como menores riscos, baixa obsolescência e bons seguros, junto às instituições financeiras. Com isso, os bancos teriam interesse em conceder créditos para ações de sustentabilidade da construção, beneficiando também as pequenas empresas.
O advogado Marcos Saes abordou aspectos da Lei Geral de Licenciamento Ambiental. Na sequência da reunião, os participantes realizaram uma visita técnica ao empreendimento Leaf Vacunis, um dos primeiros empreendimentos corporativos em madeira engenheirada de São Paulo.
Fonte: Sinduscon-SP





