A construção civil sempre foi um setor desafiador, conhecido por atrasos e orçamentos estourados. Para solucionar essas dores, surgiram as Construtechs: startups focadas em desenvolver soluções tecnológicas inovadoras para otimizar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade no canteiro de obras.
No entanto, quando uma startup apresenta um software com uma demonstração perfeita, é fácil se deslumbrar, o problema é que a transição do digital para o canteiro de obras traz obstáculos, como a resistência das equipes em adotar novas práticas, custos iniciais elevados e curvas de aprendizado longas.
Para garantir que o seu investimento traga resultados de fato e não mascare prejuízos, preparamos este guia prático e direto ao ponto de como escolher o parceiro tecnológico ideal para a sua obra.
Como escolher a construtech ideal
Não compre tecnologia apenas por comprar. Para avaliar um parceiro tecnológico sem cair em armadilhas comerciais, siga estes critérios práticos:
- Identifique a sua dor principal (necessidades específicas)
O primeiro passo é avaliar quais áreas do seu processo construtivo realmente precisam de inovação. A sua obra perde dinheiro com a compra de insumos? Há gargalos no planejamento? O grande segredo é começar aos poucos: escolha uma dor específica para atacar em vez de tentar mudar toda a empresa de uma vez. As construtechs se dividem em dezenas de categorias, como gestão de obras, cotação de insumos, construção modular e realidade virtual. Direcione sua busca. - Exija compatibilidade e integração
Na demonstração, o sistema flui perfeitamente de forma isolada. Mas, na vida real, verifique se a tecnologia oferecida se integra bem aos sistemas (como ERPs de obra) que a sua empresa já utiliza. Se a nova ferramenta criar retrabalho de digitação ou não conversar com os processos existentes, o ganho de eficiência será perdido. Tecnologias como APIs e Dashboards estão entre as mais aplicadas pelas startups exatamente para facilitar essa comunicação. - Teste na prática
Uma boa prática para construtoras é testar a solução por cerca de 15 dias. Isso permite verificar a usabilidade e entender se o sistema sobrevive a rotina. - Investigue o suporte e o treinamento oferecidos
Um dos maiores desafios das construtechs é treinar as pessoas e lidar com a resistência à mudança de um setor tradicional. De nada adianta um sistema moderno se a equipe não souber utilizá-lo. Certifique-se de que a construtech fornece suporte adequado e capacitação contínua para sua equipe de engenheiros, arquitetos e mestres de obra. - Valide com cases de sucesso reais
Pesquise o histórico de atuação da empresa no mercado e converse com clientes do mesmo segmento. Entenda se as promessas de “redução de custos e ganho de eficiência” foram entregues em projetos semelhantes aos seus. Grande parte das construtechs (93%) atua no modelo B2B, o que significa que é perfeitamente viável solicitar referências comerciais a outras empresas do setor.
Não confunda Construtech com Proptech
Ao buscar um parceiro no mercado imobiliário, é comum haver confusão entre as nomenclaturas, o que pode fazer você investir na solução errada. Ambas as tecnologias buscam digitalizar e otimizar, mas em etapas diferentes.
- Construtech: Olha para “dentro” do canteiro. Atua na pré-obra, na execução e no pós-obra imediato, sendo voltada para construtoras e profissionais que buscam aumentar a produtividade e reduzir custos de construção.
- Proptech: Foca no momento da comercialização e moradia. Ajuda na venda, locação, financiamento e gestão de condomínios. Seu público-alvo são as imobiliárias, corretores e proprietários.
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PERGUNTAS FREQUENTES
Construtechs são startups (empresas de base tecnológica com modelos escaláveis) voltadas para o mercado da construção civil. Elas desenvolvem soluções digitais como aplicativos, softwares e plataformas online para aumentar a eficiência das obras.
As construtechs utilizam amplamente tecnologias como Marketplaces, Dashboards (painéis de controle), Data Analytics (análise de dados) e APIs. Ferramentas mais complexas como BIM (Modelagem de Informação da Construção), drones, impressão 3D e Realidade Aumentada/Virtual também são fortes aliadas no ganho de precisão e produtividade.
Sim, o retorno é visível. Em obras menores (como de até R$ 200 mil), o foco em aplicativos simples de cronograma, gestão de documentos e controle de materiais pode evitar o desperdício de 5% a 10% do orçamento, compensando indiscutivelmente o custo da tecnologia.
Muitas construtechs têm desenvolvido soluções para reduzir o impacto ambiental, seja pelo controle de desperdício, pela destinação correta de resíduos ou pelo uso de materiais ecoeficientes, como a madeira engenheirada. O uso de sensores (IoT) também permite o controle preciso do consumo de água e energia.
Fonte: ConstruCode – Blog – ConstruCode | Plataforma de Gestão de Projetos de Construção










