Percepção sobre a situação atual melhora
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,8 ponto em julho, para 92,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve estável, com 92,3 pontos.
Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em dados coletados entre os dias 1 e 23 de julho. A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo ou confiança a partir de 100.
De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, a avaliação mais positiva com os negócios correntes foi especialmente relevante entre as empresas de Edificações Residenciais. “Entretanto, houve queda da confiança, com a piora das expectativas, no segmento de Infraestrutura, o que pode estar relacionado à proximidade do fim do ciclo de obras ligadas ao período eleitoral. Ainda assim, o segmento se mantém como o mais otimista e com o maior patamar de confiança, refletindo o bom momento dos investimentos na área.”
A economista também destaca a alta do Indicador de Evolução Recente da Atividade, que alcançou o melhor patamar desde novembro do ano passado. “Esse resultado deve repercutir no ritmo de crescimento do emprego, que no final do primeiro semestre começou a dar sinais de desaceleração e pode reverter”.
Situação atual e expectativas
O avanço do Índice de Confiança da Construção (ICST) foi influenciado por seus dois componentes: o Índice de Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST).
O ISA-CST subiu 1,5 ponto, alcançando 92,1 pontos. Dentre seus componentes, a Situação Atual dos Negócios registrou 90,9 pontos, com alta de 2,1 pontos em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos chegou a 93,4 pontos, com variação de 0,8 ponto em relação ao mês anterior.
O IE-CST manteve-se praticamente estável, avançando 0,1 ponto, para 93 pontos. Entre seus componentes, a Demanda Prevista registrou 93,8 pontos, alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025, com um recuo de 1,2 ponto em relação ao mês anterior. Já a Tendência dos Negócios subiu para 92,1 pontos, avançando 1,3 ponto comparado ao mês anterior.
Serviços Especializados
O segmento de Serviços Especializados responde por cerca de 34% do pessoal ocupado pelas empresas (segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção de 2024) e vinha sinalizando, desde o fim do ano anterior, uma desaceleração da atividade.
O pior momento foi registrado em março, mas, desde então, um número crescente de empresas passou a reportar expansão dos negócios. Esse movimento culminou no resultado observado em julho, quando mais empresas assinalaram expansão dos negócios do que aquelas que mencionaram diminuição. De acordo com Ana Castelo, caso essa tendência se repita nos próximos meses, ela poderá indicar uma intensificação da demanda por mão de obra e, consequentemente, maior pressão sobre o mercado de trabalho.
Capacidade instalada
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção recuou 0,9 ponto percentual, para 76,1%.
Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também retrocederam 1,1 e 1,4 p.p., para 77,6% e 70,5%, respectivamente.
Fonte: Sinduscon-SP





