Programa Trilhas Profissionais da Construção é lançado

Ministro Antônio Moura Lima participou do lançamento

Em evento no Salão Nobre da Fiesp, foi lançado em 2 de setembro o programa Trilhas Profissionais da Construção, uma iniciativa de SindusCon-SP, Senai-SP, Sintracon-SP e Feticom-SP. O evento contou com as presenças de Antônio Vladimir Moura Lima, ministro das Cidades, e de Marcos Monteiro, secretário estadual de Infraestrutura Urbana de São Paulo, entre outras autoridades.

Ao abrir o evento, Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, destacou que o programa consiste em “uma mudança fundamental em nosso setor, oferecendo aos trabalhadores uma perspectiva de evolução real dentro das nossas empresas. O programa permitirá valorizar, qualificar e reter trabalhadores, contribuindo para o aumento da produtividade e a industrialização da construção. Mediante cursos de qualificação no Senai, o trabalhador poderá evoluir na empresa até se tornar mestre de obras. As trilhas também deverão atrair mais jovens a se empregarem nas construtoras. Assim, o setor passará a contar com uma poderosa ferramenta para enfrentar a escassez de mão de obra.”

Estefan salientou que as Trilhas Profissionais também trazem outra mudança relevante: uma nomenclatura mais digna e realista para as funções nos canteiros de obras. “Por exemplo, a qualificação de servente passará a ser auxiliar de produção, e a de pedreiro, oficial da produção. Atuaremos para que essas nomenclaturas sejam atualizadas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho.”

Pela elaboração do projeto, ele agradeceu ao diretor de Gente do SindusCon-SP, David Fratel; a Camila Pimenta, diretora de unidade de formação industrial do Senai-SP; a Antonio de Freitas Pereira, presidente em exercício do Sintracon, e a Antonio Ramalho, presidente licenciado do Sintracon; e a Gilmar Guilhen, presidente da Feticom; a Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e à equipe do SindusCon-SP.

José Romeu Feraz Neto, diretor adjunto do Deconcic da Fiesp e representante do SindusCon-SP naquela Federação, enfatizou que as trilhas profissionais darão clareza sobre as possibilidades de carreira, criando condições para o crescimento do trabalhador dentro do setor, em um ambiente de aprendizado contínuo e evolução profissional. Afirmou que outro fator positivo do programa é a nova nomenclatura das profissões, aproximando carreira e qualificação profissional. E disse que o programa será relevante para a industrialização da construção, que demandará trabalhadores qualificados.

O ministro Antônio Moura Lima manifestou sua satisfação pela iniciativa, por entender que a construção necessita de algo disruptivo como a estruturação de carreiras, qualificando profissionais que atendam à evolução tecnológica do setor. Afirmou que 2,6 milhões de moradias foram contratadas no Programa Minha Casa, Minha Vida desde 2022, com a meta de chegar a 3 milhões, o que demanda trabalhadores qualificados e a modernização da construção.

Paulo Skaf defendeu a união de trabalhadores, empresários e governo pelo desenvolvimento do país e se congratulou com o presidente do SindusCon-SP e com o Senai-SP pela criação das Trilhas. Defendeu que todos se empenhem para que o programa seja colocado em prática. Agradeceu a presença do ministro das Cidades, elogiando sua gestão.

Fernando Guedes, presidente executivo da CBIC, afirmou que “a iniciativa será nacionalizada pela CBIC, por atrair, valorizar e reter os trabalhadores do setor”. Gilmar Guilhen, presidente da Feticom-SP, parabenizou o SindusCon-SP por impulsionar uma demanda dos trabalhadores de crescimento profissional nas construtoras, com valorização e mudança da nomenclatura das profissões. Preconizou a inclusão das novas funções nas convenções coletivas de trabalho.

Como será

David Fratel e Camila Pimenta, em sua apresentação, explicaram como funcionarão as Trilhas Profissionais. Fratel defendeu mudanças legislativas para permitir o ingresso de menores aprendizes nos canteiros de obras e a não incidência de encargos sobre ganhos de produtividade. Destacou a importância da qualificação para a industrialização da construção. Falou das próximas etapas do programa: piloto em 30 empresas, roadshows pelo Interior do Estado com apoio dos sindicatos de trabalhadores, divulgação nacional via CBIC, mudança da CBO junto ao Ministério do Trabalho e inclusão das novas funções nas convenções coletivas de trabalho.

Camila afirmou que a qualificação nos canteiros de obras é a base do programa Trilhas. Detalhou a proposta de evolução do trabalhador na empresa em sete etapas, em sete carreiras distintas, durante 12 anos, vinculada à formação nos cursos do Senai-SP, com as novas nomenclaturas das funções dos profissionais. Segundo ela, para as empresas, os benefícios serão elevação da produtividade, preparação de lideranças, redução da rotatividade, e o nivelamento da qualidade em todos os canteiros do setor no país. O trabalhador terá clareza em sua trajetória, será estimulado a se qualificar, terá aumento de empregabilidade e crescimento salarial.

Rosilene Carvalho, coordenadora do Jurídico do SindusCon-SP, mediou os debates que se seguiram. Fratel informou que as empresas e Sinduscons interessados poderão integrar o Grupo de Trabalho de RH, que implementará o programa. Para tanto, os interessados deverão fazer a solicitação pelo e-mail sindusconsp@sindusconsp.com.br . Disse que a qualificação será dentro dos canteiros, para os trabalhadores empregados. Previu que a maior qualificação diminuirá os retrabalhos, elevando a produtividade.

Camila relatou como será feito o piloto, com avaliação dos trabalhadores das empresas participantes, cursos e exames de certificação, para enquadramento nas Trilhas. Comentou que as unidades do Senai-SP estão abertas para as construtoras captarem novos trabalhadores. Erick Viegas, coordenador do Cempre (Comitê de Empreiteiros) do SindusCon-SP, comentou que a ideia é reunir trabalhadores das empreiteiras em um único canteiro, para viabilizar sua participação no programa.

No encerramento, Yorki Estefan disse que é missão do setor colocar o programa de pé, em nível nacional. A seu ver, terá impacto gigantesco no mercado, ao criar carreiras estruturadas.

 ​Fonte: Sinduscon-SP

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